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MÓDULO VIII
Introdução
Cocaína
Anfetamina e análogos
Álcoois
Inalantes
Opiáceos e opióides
Maconha
Anticolinérgicos
Drogas da noite
Drogas usadas em assaltos e estupros
Medidas de prevenção
Intoxicação por Drogas de Abuso  

 


O grupo de psicoestimulantes mais freqüente é o das anfetaminas. Isso inclui a dextroanfetamina (ou simplesmente, anfetamina), a metanfetamina e a fenmetrazina. A metildioxianfetamina ou MDA e a metilenodioximetanfetamina ou MDMA ("ecstasy") são de aparição mais recentemente.

Dados gerais  

As amfetaminas foram sintetizadas pela primera vez por L. Edelano, em 1887. Mas até 1920, querendo achar um substituto sintético da efedrina, Gordon Alles descubriu que o composto original de Edeleano, o sulfato de amfetamina e su dextroisômero, ainda mais ativo, o sulfato dextroanfetamínico, possuiam a capacidade de estimular o sistema nervoso central. Em 1931 començaram a estudá-la em laborátorios farmacêuticos dos Estados Unidos e, cinco anos despois, durante a Lei Seca, Smith Kline e French, a empresa farmacêutica que adquiriu as patentes de Alles, a introduziu na prática médica sob a denominação comercial de Benzedrina® (“bennies”). Quase em seguida saiu no mercado seu isômero mais ativo, a dextroamfetamina comercializada como Dexedrina® (“dexies”). Despois de sua inclusão nas listas de Substâncias Controladas, ambos os tipos de amfetamina apareceram no mercado negro norteamericano sob as denominações relacionados con seus efeitos subjetivos tais como “speed” (velocidade) e “uppers“ (ativadores).

Estas substâncias são aminas simpatomiméticas, estimulantes cerebrais persistentes, dilatadoras dos brônquios, estimulantes do sistema respiratório, produzem aumento da pressão arterial e supressoras do apetite.

Mecanismo de ação

As anfetaminas são agonistas indiretos das sinapses adrenérgicas, dopaminérgicas e serotoninérgicas, por inibição competitiva do transporte dos neuromediadores implicados na sua ativação. Em grandes quantidades, pode também inibir a recaptura da serotonina e a ação da enzima monoaminoxidase.

Existe certa similaridade estrutural das anfetaminas com a dopamina e a norepinefrina, portanto elas atuam como falso neurotransmissor nos receptores alfa e beta-adrenérgicos, o que produz um efeito similar nos axônios pós-sinápticos, mas que não passa pela ativação dos canais de cálcio, ou seja, sem que haja despolarização da membrana axonal.

Exemplos de anfetaminas e análogos

• Anfetaminas: metilfenidato (Ritalina®), anorexígenos (anfepromona, fenproporex, dietilpropiona etc).
• Metanfetamina (“Speed”, “Ice”, Pervertin®). Sintetizada a partir da efedrina em 1893; foi muito utilizada pelos soldados durante a IIa Guerra Mundial.
• MDMA: 3,4 metilenodioximetanfetamina – “Ecstasy”: sintetizada em 1912 e patenteada em 1914 pela Merck. Mais recentemente, esse produto começou a ser produzido para ter efeitos similares à anfetamina (estimulantes) e aos da mescalina (alucinógenos). O primeiro laboratório clandestino do Brasil foi descoberto em 2000.

 

Vias de uso

Uso intravenoso, oral ou fumado, tanto para a droga pura, como misturada com outros produtos.

 

Quadro Clínico

Síndrome adrenérgica prolongada, com ilusões, paranóia, taquicardia, hipertensão, hipertermia, diaforese, hiperreflexia, midríase, convulsões, coma. A tolerância se instala rapidamente, o que leva os usuários a utilizar doses superiores àquelas que induzem a anorexia.

A síndrome de abstinência de anfetaminas se caracteriza por sinais e sintomas opostos aos induzidos pelo abuso, favorecendo o aparecimento de sono, fome intensa, exaustão e, às vezes, de depressão.

Diagnóstico

• Anamnese e exame físico.
• Exame toxicológico (CCD – cromatografia em camada delgada) positivo.

Tratamento

• Medidas de descontaminação gastrintestinal, quando indicado.
• Tratamento sintomático e de suporte: similar ao da intoxicação pela cocaína.
• A acidificação urinária pode ser útil (contra-indicada em presença de rabdomiólise).
• Atenção para: hipertermia, rabdomiólise e distúrbios do aparelho cardiovascular – acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio.


 

 

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