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MÓDULO VII
Introdução
Cáusticos
Sabões e detergentes
Desodorizantes
Repelentes de insetos
polidores de metal
Pilhas e baterias
Derivados de petróleo de uso doméstico
Tintas, vernizes e lacas
Colas e adesivos
Cosméticos
Outros
Medidas de Prevenção
Intoxicação por Produtos de Uso Doméstico  

 

Considerações gerais

Sabões são produzidos por ação de álcalis sobre gorduras e óleos naturais. Apresentados sob as formas: líquida, flocos, granulada, pedra ou sabonete (adicionado perfume e corantes).

Detergentes são produtos de limpeza com efeitos mais intensos que os sabões com ação surfactante (diminuir a tensão superficial da água). Dissolvem as gorduras, sendo destinado à limpeza de todos os utensílios domésticos. Os surfactantes são, em geral, compostos orgânicos, classificados como não iônicos, aniônicos, catiônicos e anfóteros.

Surfactantes não-iônicos

São utilizados como cosméticos, medicamentos e produtos de limpeza e se caracterizam por sua baixa toxicidade, ainda que sejam levemente irritante para a pele e os olhos. Se ingeridos, eles podem causar distúrbios gastrintestinais pouco intensos.

Surfactantes aniônicos

Eles correspondem aos detergentes, sabonetes, sabões domésticos, xampus, pasta dental, produtos para limpeza de pele. Se caracterizam por uma toxicidade moderada, causando irritação de pele. Os surfactantes aniônicos agem sobre as bactérias Gram+. São compostos de cadeia linear (biodegradáveis) mais freqüentemente utilizados são os ALQUIL SULFATOS e COMPOSTOS SULFONATOS: Lauril sulfato de sódio, alquilbenzeno sulfonato de sódio, dodecil benzeno sulfonato de sódio, estearato de sódio, oleato de sódio.

Surfactantes catiônicos

Usos: desinfetantes em produtos de limpeza de uso industrial ou domiciliar, amaciantes de roupas, lava-louças, condicionadores de cabelos, shampoos anti-caspa, germicidas e medicamentos.

Características: Alta toxicidade, causam irritação do TGI, afetam Gram(+) e (-),fungos e vírus. Detergentes tensoativos catiônicos derivados do petróleo, derivados quaternários do amônio e outras matérias orgânicas. Alguns ingredientes mais usados: Cloreto de benzalcônio, cloreto de benzetônio, cloreto de cetilpiridinio , cetrimida, cloreto de dequalínio.

Quadro clínico

Surfactantes não-iônicos: náuseas , vômitos e diarréia.
Surfactantes Aniônicos: náuseas , vômitos, diarréia e distensão abdominal.
Surfactantes Catiônicos: dor abdominal, paralisia dos músculos respiratórios, hipotensão, agitação, convulsão, coma e morte.

Tratamento

Surfactantes não-iônicos: diluição, protetores de mucosa, olhos: lavagem abundante.
Surfactantes Aniônicos: diluição, protetores de mucosa, olhos: lavagem abundante.
Surfactantes Catiônicos: diluição, lavagem gástrica, demulcentes, assistência respiratória, controle das convulsões.

Derivados fenólicos

Usos: empregados como anti-sépticos, desinfetantes, germicidas, bactericidas, inseticidas. Creolina: fenol, cresol, hidrocarbonetos, sabões .Lisol: mistura de 50% de cresóis e sabão de potassa emulsionado em óleo de linhaça.

Mecanismo tóxico: são tóxicos protoplasmáticos, combinando-se com as proteínas teciduais, destruindo a arquitetura tissular.

Quadro clínico local

• Lesões irritativas da pele, zonas anestésias por destruição das terminações nervosas.
• Após ingestão, surgem lesões cáusticas da boca, faringe, esôfago, estômago, dolorosas ou não, náuseas, vômitos, hematêmese e diarréia.
• Os dinitroderivados absorvidos por via cutânea, digestiva ou por inalação, determinam aumento do calor corporal, por ação direta sobre o metabolismo celular.
• Contato prolongado com a pele pode produzir necrose extensa e graves manifestações sistêmicas.

Quadro clínico sistêmico

• Após absorção ocorrem tremores, paralisias, cefaléia, desorientação, convulsões e coma.
• Hemorragia digestiva com hipotensão e choque.
• Insuficiência renal e hepática, icterícia.
• Estimulação do centro respiratório, podendo ser causa de alcalose respiratória, seguida logo por acidose.
• Pode ser observada metemoglobinemia.

Tratamento

• Eméticos e medidas provocadoras de vômitos somente se a solução ingerida for diluída .
• Carvão ativado.
• Lavagem gástrica com solução de bicarbonato de sódio a 5%.
• Administração de demulcentes
• Administrar óleo de rícino, que tem a propriedade de dissolver os fenóis e retardar sua absorção.
• Tratamento da hipertermia, com bolsas de gelo e compressas frias.
• Correção dos distúrbios hidro-eletrolíticos.
• Assistência às condições respiratórias.
• Tratamento das convulsões com diazepam e, em casos resistentes, com barbitúricos.
• Nas contaminações de pele, deve ser feita lavagem abundante com água e aplicação de óleo de rícino.
• Monitorar e tratar instabilidade circulatória.

Formol formaldeído

• pH 2,8 – 4.
• Utilizado em germicidas (37%) e alisantes de cabelo.
• Irritante potente, pode provocar queimaduras de pele, mucosa e couro cabeludo, estruturas oculares e das vias aéreas, sobretudo por exposição prolongada a produtos artesanais, em ambientes fechados com alta concentração de vapores e aplicação sobre áreas previamente lesionadas.
• Hipersensibilizante.
• Potencial cancerígeno respiratório em exposições “profissionais”.

 
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