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MÓDULO VI
Introdução
Ofidismo
Ofidismo: acidente botrópico
Ofidismo: acidente laquético
Ofidismo: acidente crotálico
Ofidismo: acidente elapídico
Ofidismo: acidente por serpentes não peçonhentas
Escorpianismo
Araneísmo
Acidente por Phoneutria Acidente por Loxosceles Acidentes por Latrodectus Aranhas não venenosas
Envenenamento por Lepdoptera
Acidente por megalopygidae Acidente por saturniidae
Acidentes por hymenoptera
Acidente por formigas Acidentes por coleoptera
Princípios de soroterapia
Envenenamento por animais peçonhentos  
   


Tipos e produtores  

No Brasil, são produzidos soros heterólogos contra venenos de serpentes (Bothrops, Crotalus, Lachesis, Micrurus), escorpião (gênero Tityius), aranhas (gêneros Loxosceles e Phoneutria) e lepidóptero (Lonomia). Há 4 laboratórios que produzem esse imunoderivados para a rede pública: Instituto Butantan (São Paulo), Fundação Ezequiel Dias (Minas Gerais), Instituto Vital Brazil (Rio de Janeiro) e Centro de Produção e Pesquisa em Imunobiológicos (Paraná).

Todos os antivenenos porduzido no Brasil, para uso humano, ainda são produzidos na forma líquida, em ampolas de 5 ou 10 ml, dependendo do tipo do soro, e devem ser conservados a temperatura de 2 a 8ºC. Seu período de validade é de dois a três anos.

Doses e via de administração

A soroterapia deve ser administrada através da via endovenosa, em dose única (não fracionada), com doses proporcionais à gravidade presumida do acidente, independentemente da idade dos pacientes. O antiveneno pode ser diluído em Soro Fisiológico ou Soro Glicosado a 5%, e tem sido utilizado na proporção de 1:5 a 1:10.

Reações Adversas

Por ser de origem heteróloga, pode desencadear reações de hipersensibilidade do tipo I (anafilática) ou tipo III (doença do soro).

As reações anafiláticas ocorrem durante a infusão e nas primeiras horas após a administração do soro. As manifestações mais freqüentes são prurido, urticária e tosse. Náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, rouquidão, estridor, dificuldade de deglutição, broncoespasmo, hipotensão e choque também são observados.

Na prevenção das reações precoces, pode ser administrado anti-histamícos bloqueadores de receptores do tipo H1 (prometazina ou difenidramina), bloqueadores H2 (ranitidina) e corticosteróides isoladamente ou em associação, por via parenteral, 15 minutos antes da administração da soroterapia. Entretanto, a utilização da pré-medicação não previne totalmente o aparecimento de manifestações alérgicas ao antiveneno devendo a infusão ser feita sob estrita vigilância médica. Na presença de reação, o soro deve ser temporariamente interrompido, e a droga de escolha para o tratamento desta intercorrência é a adrenalina aquosa 1:1.000. Cessado o quadro alérgico, a soroterapia deve ser reiniciada com cautela.

Teste de sensibilidade, previamente a soroterapia, não deve ser utilizado, devido a seu baixo valor preditivo para ocorrência de reações imediatas.

A doença do soro manifesta-se cinco a 24 dias após a administração do antiveneno e caracteriza-se geralmente por febre baixa, prurido ou urticária generalizados e, mais raramente, por artralgias, linfadenopatia, edema periarticular, proteinúria. Se as reações apresentarem maior intensidade, pode ser indicado tratamento com corticosteróide sistêmico, anti-histamínicos e analgésicos. A doença do soro apresenta, na maioria absoluta dos casos, boa evolução.



 
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