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MÓDULO VI
Introdução
Ofidismo
Ofidismo: acidente botrópico
Ofidismo: acidente laquético
Ofidismo: acidente crotálico
Ofidismo: acidente elapídico
Ofidismo: acidente por serpentes não peçonhentas
Escorpianismo
Araneísmo
Acidente por Phoneutria Acidente por Loxosceles Acidentes por Latrodectus Aranhas não venenosas
Envenenamento por Lepdoptera
Acidente por megalopygidae Acidente por saturniidae
Acidentes por hymenoptera
Acidente por formigas Acidentes por coleoptera
Princípios de soroterapia
Envenenamento por animais peçonhentos  
   

Características epidemiológicas dos acidentes ofídicos  

No ano de 2005 foram notificados cerca de 27.000 acidentes ofídicos no Brasil, sendo constatadas diferentes freqüências de ocorrência deste agravos nas diversa regiões do país e observa-se em algumas regiões a sub-notificação.
Estes acidentes ocorrem com maior freqüência em adultos jovens, do sexo masculino e em áreas rurais. A sazonalidade varia conforme a região estudada, sendo predominante na região sudeste e sul no período da primavera e do verão. Quanto à região anatômica atingida, cerca de 80% dos acidentes ocorrem nos membros inferiores, abaixo do joelho.
São considerados de importância médica os envenenamentos causados por quatro gêneros de serpentes para as quais existe antiveneno específico: Bothrops (jararaca, jararacussu), Crotalus (cascavel), Lachesis (surucucu) e Micrurus (coral).
Quanto à letalidade, varia conforme a região do país e é maior nos acidentes crotálicos.

Identificação de serpentes venenosas

Dentição: (ver fotos) As serpentes peçonhentas apresentam presas inoculadoras na porção anterior do maxilar.

Fosseta loreal: (ver foto) a fosseta loreal é um orifício localizado entre o olho e a narina da serpente. É um órgão sensorial termo-receptor. Sua presença indica que a serpente é peçonhenta e pode ser do gênero Bothrops, Crotalus ou Lachesis. As serpentes do gênero Micrurus (corais verdadeiras) também são peçonhentas, mas não apresentam fosseta loreal.
Primeiros socorros nos acidente por serpentes

• Lavar o local com água e sabão;
• Manter o paciente em repouso;
• Manter o paciente hidratado;
• Procurar o serviço médico mais próximo;
• Se possível, levar o animal para identificação;
• Não fazer torniquete ou garrote;
• Não cortar o local da picada;
• Não perfurar a região da picada;
• Não colocar folhar, pó de café ou outros contaminantes na região da picada;
• Não oferecer bebidas alcoólicas, querosene ou outros tóxicos ao acidentado.

Prevenção

• Usar botas de cano alto ou perneira de couro;
• Usar luvas de couro ao manipular folhas secas, lenha, palhas, etc.;
• Cuidado ao mexer com pilhas de lenha, palhadas de milho, cana, feijão;
• Evitar acúmulo de lixo ou entulhos, pedras, telhas, madeira;
• Evitar mato alto nas proximidades da casa.



 
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